Mostrando postagens com marcador história capilar. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador história capilar. Mostrar todas as postagens

domingo, 30 de dezembro de 2012

Transição - Silvia Alves

Oi gente, como vocês passaram de natal? Espero que bem.
Hoje vou mostrar mais uma transição, pra mim essa transição é especial, depois eu conto o porque u.u. Vamos a entrevista:

CC- Silvia com quantos anos você fez sua 1ª progressiva? E por quê você fez?

SA- Provavelmente com 34 anos, eu fiz porque eu queria ver como eu ficaria de cabelo "liso", e também porque estava na moda o cabelo liso.

CC- Como era seu cabelo antes da progressiva? E com a progressiva?

SA- Encaracolado e Armado. Era liso durante 1 mês, depois a raiz crescia e saltava.


CC- Como você se sentiu durante a transição?

SA- Estranha, porque mesmo com a raiz crescendo, eu não gostava de prender meu cabelo, o que gerava muitos olhares maldosos, por causa daquele armadão (risos), então eu tinha que usar lenços ou prender mesmo não gostando.


CC- O que te motivou a passar pela transição?
SA- Acho que a vontade de ter meu cabelo crespo de novo, e pra apoiar minha filha.

CC- Quanto tempo durou sua transição?

SA- 1 ano, com mais 2 meses pra tirar definitivamente a progressiva.

CC- E agora com seu cabelo todo cacheado e bonito, como você está se sentindo?

SA- Mais jovem, bonita e atraindo mais olhares. (risos)



Meninas no começo do post eu disse que essa transição era importante pra mim, bem é porque a dona Silvia, é minha mãe *-* Já dá pra imaginar o quanto orgulhosa eu estou, porque agora as duas estão no seu natural, haha'

Gostaram da entrevista? Deixem nos comentários suas opiniões.
Beijos Camila.









sábado, 15 de dezembro de 2012

Histórias - Cleide Kadoshi

Meninas, vocês lembram que a gente falo que ia postar histórias de leitoras aqui no blog? Então a Cleide, "mandou" a história pra gente. Vamos à história:

Pois bem, nos anos 80 nasci eu com o cabelo crespim crespim, não recordo, mas tenho apenas uma foto que me faz ter ideia de como era...



Quando maiorzinha meu pai, isso mesmo, meu pai e não minha mãe, foi o maior incentivador a favor do salão, (vamos domar esse cabelin) deve ter sido o pensamento dele por anos, minha mãe e ele já estavam traumatizados, pois minha mãe tinha passado por um corte químico terrível que segundo os mesmos a vez caminhar por muito tempo com lenço escondendo parte da careca.
Então qual a solução para "domar" o cabelo da filha sem lhe causar danos... A mesma solução que foi dada a minha mãe, o milagroso e bondoso ferro (obs.: não é ferro de passar roupa não viu rsrsrsrs, é o avô da atualíssima prancha). 


 E nisso vivi por anos, lavava os cabelos colocava uma toca de crochê (tinha várias) ia ao salão e de lá saia com os cabelos escorridos para felicidade do meu pai  e minha também rsrsrsrs... Era um ritual semanal.
Depois passei por um aperto financeiro e conheci a salvadora prancha, que permitia deixar meu cabelo da mesma forma que seu avô permitia (ferro), sem precisar muito custo, eu mesma fazia o processo de alisamento.



Eu simplesmente não me imaginava de cabelo molhado em nenhum lugar que não fosse o salão, por anos amigos meus não tinham a menor ideia de como era meu cabelo molhado, nem eu mesma conhecia a textura do meu cabelo. Eu não ficava com ele molhado o suficiente para saber, da pra contar às vezes em minha vida que fui à praia ou piscina e permitia que ele ficasse molhado.

Ainda na adolescência  minha mãe resolveu dar uma ajudinha no alisamento e aplicou henê em meu crespinho... Gente que tristeza... Imaginem fase da adolescência que a aprovação dos outros pesa demais, e foi justamente nessa fase que eu fiquei praticamente careca, eu só conseguia colocar tiaras em meu cabelo, nada mais era possível, eu não era uma menina vaidosa e por diversas vezes fui confundida a um menino, frustrante, nenhuma foto de recordação ficou (Graças a Deus). Assim voltei correndo ao meu velho companheiro, o ferro, com o tempo voltei a ter meu cabelo liso e grandinho, nessa traumatizei, química nem pensar. 

Descobri o Youtube e comecei a pesquisar sobre maquiagens, queria um pouco de vaidade na minha vida, nada exagerado, e nessa acabei encontrando vlog e blogs que mesclavam o assunto maquiagem e cabelo e muitos deles dedicavam-se ao cuidados de cabelos crespos... Lindos por sinal.

Comecei a querer saber sobre meu próprio cabelo já que eu carregava algo desconhecido por mim mesma, mas faltava algo... CORAGEM... Enfrentar comentários do tipo: “E aí quando vai domar sua juba???" , não deixei de ouvir não, mas vamos que vamos, deixa esse tipo de comentários pra trás.

Nesse tempo minha irmã ficou grávida e teve uma menina linda, de cabelo crespinho, meu desejo era que ela amasse seu crespo, mas algo martelava em mim ... "Você é exemplo, não é teu discurso e sim tuas ações que pesará para ela", adiei por um ano minha mudança, mas por ela decidi mudar.



E hoje mudei, aceitei meu crespo e carrego ele por onde eu for, muito insegura a princípio, totalmente preocupada com a aprovação social, mas houve grande aceitação dos amigos... Muitos elogios...

Mas meu pai ainda não acha meu crespo muito gatinho, não recrimina minha atitude, mas não aprova com o sorriso nos lábios, tudo bem não dá pra agradar a todos, rsrsrsrs.


Assim ando, carregando com orgulho minhas molas. Comecei a trajetória no dia 09/11 há exatamente um mês, por incrível que pareça, a sensação é que já tem muito tempo, como passou rápido esse mês.



E ai meninas gostaram? Mandem histórias pra gente, pode ser pelos comentários, ou pelo Facebook (Camila/ Marina), ou pelo e-mail: kha_goncalves@hotmail.com, mais mandem!

Beijos, Camila ;)

sábado, 27 de outubro de 2012

Documentário "Raiz Forte"

Faz um tempo que eu queria postar esse documentário pra vocês assistirem, esse documentário está divido em 3 partes: A infância,a adolescência e a vida adulta de mulheres de cabelos crespos.

Eu adorei e recomendo:







Espero que vocês tenham gostado, 
Beijos Camila (:

sábado, 6 de outubro de 2012

Curly ♥

Bem acho que se eu começar contando da minha história desde pequena é um bom começo haha. Então até os 6 anos eu tinha meus cachinhos fofos preservados, quando pequena eu sempre quis ter o cabelo liso porque era mais fácil de cuidar, porque doía muito na hora de pentear(eu chorava bastante haha) e para não doer tanto minha mãe fez o meu 1º relaxamento.


Então durante 8 anos fui escrava das químicas, apesar de odiar o efeito reto que aquilo deixava.

A minha transição: Bom em novembro do ano passado eu fui na festa da consciência negra que teve na minha cidade e fiquei impressionada com a quantidade de cabelos crespos que eu vi. Eu simplesmente A-DO-REI.
Daí algumas outras coisas aconteceram, e me deixaram muito pra baixo, daí eu resolvi que tinha que me aceitar como eu era porque se eu não me aceitasse ninguém mais aceitaria.
Ficava cada vez mais com vontade de ter cachinhos (:
Daí em março desse ano eu cortei pela 1ª vez, não tirei toda a progressiva de vez porque ainda tava meio em choque por que meu cabelo liso era grande e do nada ele tava super curto eu fiquei muito O.O

Agora em agosto depois de meu cabelo ter crescido +/-  eu cortei todo (o liso). E assumo desde então o cabelo crespo.
Claro que não foi tão fácil assim. Houve pessoas que passavam por mim e riam (ainda fazem isso ¬¬'), pessoas que falavam que preferiam meu cabelo liso. Chorei bastante nessa época.  Mas também algumas pessoas que me incentivaram e que falavam “Poxa vai ficar muito legal”.
Mas acho que quando se tem força de vontade e Pacient você consegue qualquer coisa (:
Beijos Camila (;

I ♥ MY HAIR


Quem passa pela transição para voltar a ter seus cachinhos, sabe o quanto é difícil. O início é bem complicado, rola aquela insegurança, aquela vontade de desistir e até mesmo uma vergonhazinha né? O que me incentivou foram sites, blogs e vídeos inspiradores de garotas lindas e crespas.

Bom, quando criança, eu tinha um cabelo maravilhoso, mas que às vezes era bem difícil de lidar lembro o quanto eu sofria com as puxadas de escova que minha mãe dava, lembro também dos cachinhos que ela fazia com os dedos, as tranças, os tic-tacs, tiaras e faixas que o enfeitavam.
mamis arrumando meu cabelo, e os meus tonhonhois.
Todo mundo sabe o quanto crianças podem ser maldosas uma com a outra, sempre rolava aqueles apelidos: “Assolan” “Bombril” “cabelo duro” entre outros... Foi aí que comecei a ter vergonha do meu cabelo, não conseguia entender o porquê de minhas coleguinhas terem o cabelo liso e eu não. Sempre que aproveitava, fazia uma escova ali, uma chapinha acolá.

Alisei meu cabelo pela primeira vez com uma amiga da minha mãe que estava começando a sua carreira, eu tinha 11 anos, o resultado dos primeiros dias pra mim foi ótimo, ele estava lisinho. O sonho acabou quando começaram a cair tufos de cabelos no banho e enquanto eu penteava.  Fiquei cheia de falhas pela cabeça.

Minha alto-estima foi pelo ralo também, lembro o quanto eu sofria, chorava. Para resolver esse problema, cortei o meu cabelo curtinho e fiz progressiva apenas perto da raiz, para baixar aqueles fios novos. E foi ai que começou aquele ciclo viciante: todo dia chapinha, chapinha química e mais chapinha. Vivia com as pontas detonadas, principalmente depois que resolvi descolorir para fazer luzes. Meu cabelo não podia ver umidade, haha.
curto, sem caimento, e seco :(
Até que um lindo dia, eu decidi que não ia mais fazer progressiva, e fui cortando as pontas com química e mantendo na chapinha. Às vezes fazia escova na raiz e molhava as pontas. Mas nas férias resolvi dar um descanso pro meu cabelo, e comecei a deixá-lo natural, e to assim até hoje, as vezes tenho uma decaída e faço uma chapinha, mas não desisto não !
fase de transição nada fácil...
 Sempre tem aquelas pessoas que não gostam que dêem uma olhada estranha, e fazem piadinhas, mas nós não conseguimos agradar a todos né? E nós não podemos nos esquecer dos elogios! Muita gente me disse que eu fico bem melhor assim, e eu fico toda felizona haha
meu cabelo agora
Não desistam, é muito bom e gratificante você poder se aceitar do jeito que você é, nenhum cabelo é perfeito, sempre vai ter aquele bad hair day, aquele frizz, mas faz parte  !

Beijos, Mari J